Brasileiro não se exercita: males causados pelo sedentarismo são graves
- 10 de out. de 2017
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O levantamento feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), publicado no começo de outubro, aponta que apenas três em cada dez brasileiros na idade adulta praticam atividades físicas e esportivas com regularidade. A pesquisa mostra ainda que os homens praticam atividade física 28% a mais do que as mulheres e as pessoas com maior renda têm mais acesso à prática esportiva.

O professor do Curso de Educação Física da Ulbra Canoas, Daniel Carlos Garlipp (foto ao lado), falou sobre os males causados no corpo humano devido à falta de exercícios. Citou que, geralmente, é acompanhada de outros problemas, como o aumento de colesterol ruim e a baixa do colesterol bom, diabetes do tipo 2, e até mesmo a perda na capacidade de força, levando a lesões e quedas e a perda de massa óssea. “Em primeiro lugar a gente tem que entender que o nosso corpo se desenvolve mais ou menos até os 30 anos de idade. A partir disso, para cada ano, nós chegamos a perder até 1% de massa muscular e tecido ósseo. O exercício físico entra justamente em duas bases: primeiro para combater essa perda e segundo para entregar ganhos”, salientou.

A pesquisa traz dados sobre o perfil da prática esportiva no Brasil e faz recomendações aos governos nas áreas de saúde, educação, esporte e desenvolvimento humano. De acordo com o Pnud, a intenção do estudo visa “contribuir para o aumento das práticas esportivas de modo a oportunizar patamares mais elevados de desenvolvimento humano para todas e todos”. O coordenador do Curso de Educação Física, Cristiano Neves da Rosa, falou sobre a importância social do incentivo à prática de esportes e o impacto na sociedade. “Obviamente que a prática regular de exercícios físicos tem um impacto nas variáveis de saúde. Existem inúmeros estudos que apontam isso. Mas eu acho que antes de pensar nisso, devemos pensar no esporte enquanto direito social, um direito de todos, com um acesso mais universal”.
A estudante de jornalismo, Francine de Oliveira, falou sobre a falta de prática de atividade física em sua vida e a dificuldade que isso implica. “Sinto uma diferença. É bem mais difícil fazer coisas simples do dia a dia, como subir uma escada que seja muito longa”.
Segundo o professor Garlipp, nunca é tarde para praticar atividades físicas. Porém, ressaltou que a disciplina é essencial para que se alcance as metas traçadas. “Faça o que é possível. Eu não posso morar no Brasil e falar que vou praticar esqui, por exemplo. A segunda coisa é começar devagar. Vai acostumando o teu corpo, faz uma base, para que não tenha o risco de desenvolver algumas lesões. A terceira coisa é: faça o que tu gostas. Às vezes as pessoas dizem que odeiam musculação, mas não tem apenas essa modalidade disponível para se exercitar. Faz o exercício que tu gostas. Isso vai fazer com que tu agregues duas coisas: os benefícios do exercício físico e o fato de tu fazer algo que te dá prazer”, finalizou.








































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